sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Mudei de casa

Agora estou aqui.

quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Torre de Babel

Para aqueles persistentes, se é que existem, que acreditaram que este blog um dia iria acordar do sono profundo, ofereço uma recompensa: há um site onde podem fazer cursos de inglês, francês, italiano, espanhol, alemão, islandês, mandarim, japonês, russo e hindi! E é à borliu, free, gratuit, frei! Vale a pena explorar o site, trata-se de uma comunidade livre de pessoas que podem ensinar e aprender ao mesmo tempo várias línguas. A internet pode ser tão bonita!

Não me tem apetecido

escrever. Ainda fiz uma tentativa no início do ano, mas sem resultados. Comecei por alterar o aspecto da página, como quem muda os lençóis de uma cama onde é certo dormir-se melhor. Com essa tarefa apenas consegui perder irremediavelmente a lista dos meus links favoritos e quanto ao novo fôlego para escrever, nem rasto. Há dias assim. Meses diria. Com este blog tenho uma relação estritamente hedonista, sem compromissos, e portanto, estamos juntos quando der, quando e enquanto apetecer. E por isso não vejo por que escrever por obrigação, já bem basta tudo o resto...

terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Bem bom

quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

#£%#$""#$!

Qual a pior coisa que pode acontecer numa cozinha, a seguir a um incêndio ou uma inundação?

Deixar cair uma garrafa de azeite...


terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Turismo sexual

Esta noite sonhei que um dos nossos cães tinha sido encontrado morto, espalhado aos bocados pelo jardim. Acordei angustiada, e assim fiquei até agora, altura em que a minha mãe apareceu no MSN.

Branca diz:
Mãe, ainda bem que aí estás! Como está o
cão?
Mãe diz:
Está a cobrir uma cadela em casa de um amigo do pai. Foi no Sábado passado e acho que vem este Sábado...


Por mais que me esforçasse, não me lembraria de sorte maior.

quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Memórias

Na sequência do post anterior:

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quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

A Velha Casa

Bebemos duas sangrias cada uma no Largo do Chafariz de Dentro e subimos a Rua dos Remédios. De uma janela do edifício da Junta de Freguesia acreditámos ouvir gritos dolorosos de uma mulher a parir um filho.

À porta, um homem convidou-nos a assistir a uma encenação de um texto de Luiz Pacheco, a Velha Casa. Explicou que a cada meia hora, iniciavam uma nova sessão, em que a acção decorria ao mesmo tempo em cada uma das divisões da casa: a sala dos reposteiros verdes, a cozinha, o quarto da mãe, o quarto da criança e a casa-de-banho.

Já passava um minuto das 9h30 quando entrámos, e por isso não tivemos escolha, fomos conduzidas rapidamente para a última divisão. A porta fechou-se e vimo-nos num cubículo de quatro metros quadrados de tecto baixo, sem janela, húmido e quase sem luz. Um casal estava já sentado, num banco corrido que ia do bidé à sanita.
Em frente ao lavatório estava um rapaz moreno de belo porte, de toalha enrolada à cintura.

Olhava-se fixamente ao espelho, besuntado de aftershave, deixando no ar um cheiro abafado e doce, que chegava a enjoar. Falava alto e a sua voz ressoava nas estreitas paredes fazendo estremecer os nossos corpos. Tão perto que estávamos, conseguíamos ouvir a respiração de cada um, provocando-me aquela exiguidade um incontrolável acesso de riso. Tentei domá-lo, mas sentia demasiadas cócegas por dentro. Calou-me o riso o momento de maior exaltação do texto, em que o esbelto rapaz trepou num ápice para o rebordo da banheira, caindo-lhe a toalha no chão. E não foi a infirmação da teoria da proporção divina que me deixou atónita, mas antes a imposição da nudez tão próxima entre desconhecidos, de forma totalmente inesperada. Também me tocou o monólogo interior sofrido, de alguém mais velho que regressa à casa onde cresceu, e depara-se com o vazio de gente, ausência dos cheiros, dos objectos, dos sons, das conversas. O confronto doloroso com a degradação física da casa, hoje abandonada.

Quisemos ver a peça sob outra perspectiva, deixando-nos ficar para a sessão seguinte: na cozinha. Aí estavam mais pessoas a assistir. O mesmo texto, outra personagem, a cozinheira. Na fila de trás, os risinhos incontrolados denunciavam o nervosismo da proximidade, quase interactividade, entre público e “palco”. Temi pelos seus corações, caso fossem à casa-de-banho...

quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

O fim da Jackie O'

Ontem fiquei sem os meus óculos de sol. No espaço de 3 meses, tive dois pares de óculos absolutamente iguais - modelo Jackie O. Os primeiros, comprei-os no aeroporto de Madrid, depois de muita hesitação. Não eram baratos e não fazia ideia de quanto iria gastar naqueles 15 dias de férias, mas pensei que seria melhor comprar no aeroporto, deduzindo ser menos caro do que lá fora. Lá me deixei convencer: - Se os estimares duram muitos anos e nos olhos não se pode usar qualquer coisa. - Sim, tens muita razão. Preciso realmente de uns e estes são a minha cara. Uma semana.
Foi quanto me duraram. Tomei um comprimido para o enjoo antes de entrar num barco que ia atravessar umas boas milhas do mediterrâneo a uma velocidade estonteante. Drunfada que estava, lá deixei os óculos dentro da caixa, com o lencinho. Ofereci o presente completo possivelmente à grega platinada que vendia batatas fritas e arrumava os passageiros. Na altura fiquei inconsolável. Como águas passadas não movem moinhos, e eu precisava de uns óculos de sol, voltei a comprar um par igual assim que cheguei a Atenas, mas mais baratos. Rei morto, rei posto. Tentei esquecer esse episódio triste.
Até ontem. Deixei-os na mezzanine à hora de almoço. Quando voltei do café, os óculos tinham levado sumiço. Fiquei intrigada, perplexa, e depois irritada, muito irritada. Tinha a certeza que os tinha deixado lá. E quem lá almoçou também os tinha visto. Irritada por ter sido roubada. Basicamente isso. Por alguém adulto. E mais não quero supor.
Cheguei a casa cansada e consumida. As palavras de consolo amoleceram-me.
Hoje acordei a pensar que ando a clonar Jackie O's por esse mundo fora. A espalhar estilo e glamour. Deve ser essa a minha função na terra...

sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Ganas de dançar

Nigel Van Wieck







Itzhak Perlman - Scent Of A Woman: Tango

quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Mezzanine

Durante a semana, por vezes almoço numa mezzanine, que tem ligação para um laboratório branco, moderno, asséptico, ainda por estrear. Aquele espaço recôndito foi adaptado a sala de almoço, com um micro-ondas e um frigorífico. Há já uns dias que os meus taparweres dividem prateleira com uma série de tubos de ensaio, que reservam um líquido vermelho de cor escura. Hoje a fileira de tubos foi pousada em cima da mesa, ao lado da minha salada. Olhei de soslaio e perguntei na negativa: Não é sangue, pois não? - É! Mas isto está hermeticamente vedado! Olha este! E tirou um tubo de ensaio com diferentes camadas, várias tonalidades de vermelho. Fez-me lembrar o azeite separado da água. E a professora explicou: Esta solução aquosa é o plasma, aqui são os meus glóbulos vermelhos, estes são os brancos e aqui as plaquetas. Giro, não é? - Muito... A salada deixou de saber-me bem, imaginei-a com um travo a ferrugem, sarapintada de vinagre balsâmico, que não era vinagre balsâmico...

Done!

quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Non fai così!

Uma manifestação de estudantes, de esquerda e de direita, que protesta contra a nova reforma berlusconiana do Ensino Superior, acabou hoje com mesas e cadeiras a voar, bastonadas, gritos e insultos na Piazza Navona, em Roma.
Senti-me confrangida ao ver estas imagens, tal como no outro dia ao ver o filme Gomorra ou aquando da reeleição do sabujo. Esta não pode ser a minha Itália! No fundo, só me faz bem para ver se tiro da cabeça a ideia de este ser o melhor país do mundo!
Ainda assim, o sentido de humor parece ser uma característica indiscutível e imbatível dos italianos. Nem o Pinocchio escapou aos arremessos...



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terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Lei de Murphy

No pico da desarrumação doméstica, os pais (dele) aparecerem para visita.

quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

We'll always have Paris

Então e não escreves nada lá no teu blog sobre a ida a Paris? Ora Paris... é Paris! Estimulante, harmoniosa, chic, acolhedora.
Não foi a imponência do Louvre ou da Ópera que me espantou, mas o bom gosto generalizado das pessoas, das casas, das varandas, do comércio, dos cafés, das montras.

Em apenas 4 dias senti um cheirinho da cidade, dos parisienses que se movimentam no centro, dos parisienses de olhos árabes cor de chocolate e dos parisienses filhos de portugueses.

Deu tempo ainda para apalpar boas botas e casacos de fazenda bem talhados, lambuzar-me em fina pastelaria e em nutella, andar de bateau mouche, etceterrá, etceterrá...

A voltar, muitas vezes.

terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Intérprete de sonhos, procura-se

Às vezes sonho que entro sozinha num elevador que anda tanto em sentido horizontal como vertical, a uma velocidade vertiginosa e num circuito aleatório e infinito. Outras vezes sonho que me deparo com meios andares e portas minúsculas. Um mistério. Ou talvez não.



terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Sapatilhas*

É algo que não dispenso e um parzinho chega-me, dado que só as calço, infelizmente, ao fim-de-semana. As últimas, divorciaram-se uma da outra faz três dias, uma está ali na dispensa e a outra ficou largada num monte alentejano qui sa ainda debaixo da cama. Assim numa urgência fui até ao Chiado à procura de umas e perdi a cabeça por estas. Fui atendida por um simpático adolescente que depois de me inteirar do preço, e de eu fazer perguntas próprias de um ser da minha idade, tais como "os pés respiram?", "são em pele?", "vão durar?", respondeu que "se não jogar à bola com elas..."; "esta rompeu-se no pé esquerdo, porque abro as gavetas de baixo com ela", e por aí fora, ainda se prontificou a pôr os atacadores como se usam agora, porque os empregados das fábricas não estão minimamente a par...






*Ainda que sob pena de passar por rural, na minha terra são s-a-p-a-t-i-l-h-a-s. Tennis é outra coisa.

quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Ode aos Anjos

Faz um ano que nos mudámos para a casa dos tectos altos e deste bairro não queremos sair.
Ontem estavam a bater as sete, fui comprar um ramo (lindo) de flores exóticas para oferecer. Mercearias e frutarias não faltam até às tantas da noite, supermercados lowcost, mercado, drogarias, piscina por uma pechincha, aulas de inglês no cimo da nossa rua sem pagar um tostão...
É bom viver nos Anjos!


terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Modernidade tardia

Veio o pai, a mãe e os avós acompanhar a sua menina à faculdade onde acabou de ser colocada em Medicina. Ficaram à porta do edifício, vendo-a seguir em direcção à secretaria, não escondendo o orgulho que estavam a sentir naquele momento. Uma família de faces rosadas e mãos de trabalho. Também eu sinto orgulho quando vejo que se trocam as voltas à velha máquina de reprodução social.

domingo, 14 de Setembro de 2008


MusicPlaylist




À descoberta do fundo do mar

(Peloponeso)




Como peixes na água

(Peloponeso)




As Jackies e os seus Onassis

(Peloponeso)




O meu jantar de anos, em cima do mar

(Peloponeso)




Sopa de Peixe acompanhada com
vinho branco e vista s-o-b-e-r-b-a

(Peloponeso)


A nossa casa
(Peloponeso)




Beleza neoclássica

(Museu Nacional de Arqueologia, Atenas)


Grande sentido de pertença

(Pylos, Peloponeso)

Diria mesmo que nasci para isto...

E isto! (foto claramente escusada)
(varanda do nosso quarto em Santorini)


foto tirada por mim

Pequeno apontamento

(Praia Vermelha, Santorini)



foto tirada por mim

Fazendo judiarias (Santorini)






Cartão Postal

(Santorini)


sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Hermes do Século XXI


O Hermes atendeu ao meu pedido e já tenho em casa a encomenda da Grécia à minha espera! Que veloz!

quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Dancemos no mundo

Quinquilharias III

Ontem, contou-me que foi almoçar a casa dos pais e que estava à porta do prédio uma cesta em verga muito engraçada. Agarrou nela e levou-a para cima. A mãe olhou horrorizada para a cesta largada na rua há dois dias. Levou as mãos ao peito, e perguntou-se: Mas onde foi este meu filho buscar esta mania?!

Quinquilharias (II)

Dormito no sofá, com preguiça de me levar até à cama. Oiço meter a chave à porta e deixo-me ficar na inércia...
- Querida, querida! Está na rua de baixo uma arca daquelas como tu gostas! Temos é de ir já lá antes que a levem!
Nem ouvi a última frase. Dei um pulo do sofá e corri para a porta com um sorriso de orelha a orelha!

terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Quinquilharias (I)

Há muitos meses que não vou à Feira da Ladra, e já sinto falta do programa. Ali inspira-se Lisboa, chegar de eléctrico e passear em redor do Panteão com o Tejo à vista... ah! No meio de muita jana, perguntamo-nos se haverá alguma criança que brincará com aquelas bonecas desconjuntadas e de cabelo crespo. E haverá alguém que se enfie naquela roupa pestilenta? Mas há sempre alguém que procura uma coisa improvável, e que a encontra neste tipo de feiras. Muitas das vezes nem compro nada, mas levo comigo o bichinho de encontrar um achado por uma pechincha. E é altamente contagiante se encontramos alguém com o mesmo espírito da coisa. Reviramos caixotes à procura de uma moldura rocócó dourada para pintá-la mais tarde de cor fucsia, prolongando o prazer do programa, ou o sexto puxador que falta à cómoda arte dèco por que nos apaixonámos mais acima. Passamos os olhos pelas pratas antigas, malas, brincos de mola, botões, copos coloridos, com a patine inimitável que só o tempo faz, e que nos transporta para o universo das nossas avós.

Hermes* corre!

Hoje a amiga Eleni vai pôr no correio o dvd que reune as fotografias da semana de férias passada no Peloponeso. Ora pelas minhas contas, 6 máquinas a disparar durante 1 semana... devem ser para cima de 3000 fotografias! Claro está que escarrapacharei o meu top 10 aqui.
Vamos lá ver como funcionam os correios dos pobrezinhos da Europa. Aguardo com impaciência...



*Deus grego, mensageiro dos deuses, ou seja, o estafeta do Olimpo.

segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Tortura

Comprámos um saco de caracois, mais por vontade dele do que minha. Até gosto bastante do petisco, mas a ideia de ter animais vivos para cozinhar incomoda-me. Ao almoço pu-los de molho. Enquanto arrumava a cozinha, comecei a assistir a um sofrimento silencioso: os pobres saíam das suas casitas inundadas de água, mas não conseguiam escapar porque estavam presos no saco de rede... Deram-me pena e fiquei a sentir-me um ser sem dó nem piedade. A ideia de libertá-los ainda me passou pela cabeça... Mas a tortura continuará, dali serão transferidos para um tacho ao lume com água, que irá muito gradualmente subir de temperatura (para que fiquem todos fora da casa), e morrerão finalmente escaldados. Uma verdadeira chacina encabeçada por moi même!

sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Pó de arroz

segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Setembro

... é mês de guerra às bichas:

- Remédio contra pulgas (gata)
- Desparasitante (gata)
- Remédio contra a lagarta (flores)
- Remédio contra fungos (meu pé de laranja lima)

quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Depois de umas férias terrivelmente boas

... estranho a minha capacidade de adaptação no retorno ao trabalho, à vidinha dos 350 dias do ano. Mas após auto- exame, concluo que trabalhar sem superior hierárquico, vulgo chefe, com música, descalça e de óculos escuros, ameniza certamente o processo.